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domingo, 9 de outubro de 2011

Hoje: a preto e branco

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Destaque para a perfeição do círculo...
... e para o Tempo de amar.
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Fotomontagem de Um Ar De - Foto original de João Ferreira Leal

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Promessa...

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Ao longe
a promessa de outro lugar...
[a preto e branco]
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Últimos dias de Inverno

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São os últimos dias de Inverno que mais invernosos me parecem. Sinto-o ao cruzar-me com a nudez desconcertante de algumas árvores, que ainda teimam em resistir aos rigores da estação.
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As minhas mãos geladas, dentro das luvas, anseiam pelas manhãs cálidas da primavera, pela brisa morna, no rosto, ao abrir a porta para atravessar a rua...
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[Só mesmo a primavera, para reinventar a folhagem e a floração!... Não se vende, nem se compra.]
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sábado, 22 de maio de 2010

Declinações antigas...

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Recordo[-me]...
de olhos fechados.
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Recordo[-te],
em declinações
de brisa antiga.
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Em vão!
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[Talvez adivinhe, ainda (...), o som dos teus passos, em qualquer chão...]
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domingo, 9 de maio de 2010

In_Substantivo


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Qual o nome da urgência
em saber do Outro?
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Se nem tudo o que existe
responde pelo nome...
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Existe o inominável
penso eu:
o in_substantivo.
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[como a vertigem do infinito, ou a voragem do desejo...]
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

... cautelosa ...

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Hoje, tudo dizia:
sê cautelosa.
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Pois, não saberei
já ser
de outro modo.
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[Visto-me
da cor do hábito.]
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sem título

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Na noite passada não desejei
nem projectei.
Deixei que o tempo passasse
[aquele tempo de relógio...]
e não fiz balanços
nem contas [à vida].
Fiquei quieta
envolvida na espiral
que se abre [sempre]
em todos os segundos
do [meu] tempo.
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[Não quis falar de desejo. Ocorreu-me a palavra possibilidades... E senti a ressonância dos sss, voando nua sobre aquele campo verde, no alto do penhasco, entre a terra e o mar.]
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sábado, 26 de setembro de 2009

As cores do Porto

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Agora, os meus trajectos são mais urbanos.
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Tento habituar-me às ruas e às praças, enquanto ouço os ruídos da cidade, nas curtas distâncias percorridas.
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Páro nas montras das lojas. Compro fruta no caminho. Cruzo-me com rostos que há muito tempo não via.
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[E sinto-me estrangeira, na minha cidade...]
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um regresso...

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Houve tempos, em que o mês de Setembro era uma espera ansiosa por dias renovados.
Agora, Setembro tem um cheiro lunar de apreensão e alguma melancolia...
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É o regresso a casa, para valer!
O sol não vai alto. O fim de tarde é mais cedo. A noite chega, para ficar mais tempo.
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Arrumo os vestígios de um ano de trabalho, que passou.
Abro páginas de ficheiros novos, para o próximo...
Apago e substituo o símbolo da Escola...
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[Nesta operação silenciosa, de regresso, sinto a falta de sorrisos cúmplices que deixei noutro lugar... Reconheço, não sem uma certa consternação, que tudo é tão perto, agora!...]
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Janelas do Porto [continuação]...

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[Janelas fechadas. Janelas abertas. Porto.]
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Nuvens nas janelas...

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Vou andando pela cidade.
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[As nuvens parecem brancas. Espelham-se nas janelas em ilusão urbana. Enquadradas...]
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domingo, 12 de julho de 2009

Quando mudar é regressar...

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Foi nesta Escola, cheia de árvores e jardins relvados, que acabei o ensino secundário.
Aliás, todos os irmãos, por lá passaram.
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No meu último ano, como aluna, atravessava esta alameda, várias vezes ao dia.
Para além do Laboratório de Física e Química, do Ginásio e do Campo de Jogos, a sala de aulas, que partilhei com 18 colegas de curso, ficava do lado esquerdo... [Mais precisamente, na terceira porta].
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Fazíamos o percurso a pé. Era perto de casa da família.
[Quando chovia, procurávamos o carro do meu pai, que esperava por nós. Acho que nem usávamos guarda-chuva...]
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Foi numa manhã, diferente de todas as outras, que aqui vivemos o 25 de Abril. E vivemos muitos outros dias, sempre diferentes e únicos.
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Depois de tantos anos, é nesta Escola que passarei os próximos, como professora.
Para trás, ficará uma Escola com vista para o mar...
Nesta mudança, pouco distante da minha casa, sinto um regresso estranho [mas, um regresso, sem dúvida!].
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A Sala de Professores mudou de lugar [ou de nome...].
Era o espaço da minha sala de aula, no primeiro dia em que cheguei... agora, reconvertida noutra coisa.
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[Mudanças e regressos... duas circunstâncias que não me são familiares. Normalmente, não regresso. Fecho a porta e devolvo as chaves... O esquecimento é para ganhar espaço de memória!]
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sábado, 4 de julho de 2009

Verde nocturno...

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Por detrás do biombo de bambus, corria a festa, ou o que a dizia…
Esgotei a paciência, a minha, sem vontade de estar ou de ficar.
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Assim, escondo os olhos, num gesto de tédio... sincero!
[disfarçado de atenção mais genuina...]
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Fotografo o meu colo, o chão, uma sombra… um biombo de bambus…[e agradeço-me, a sempre lembrança, de levar a máquina, na mochila].
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Tenho, de muitas festas e de encontros, fotos de pequenos nadas... silenciosos, assim!
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[Regresso, das festivas horas, sem palavras!...]
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Escadas de tília...

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Agora, deslocando-se ao sabor da brisa citadina, as folhas de tília vestem o chão, a meus pés.
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A árvore de tília, de que me lembro, tinha uma copa escondida, para lá da latada de uvas brancas, num jardim suspenso, como suspensa ficou, para sempre, a minha infância.
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Quando o baloiço subia, elevava-se o corpo, transcendia-se a coragem e a ousadia... Então, em breves eternidades, a cabeça rompia os limites do jardim [e do visível]...
Com os olhos abertos, para os contornos da luz quente do fim do estio, a copa redonda e imensa revelava-se [triunfal!], na divisão dos mundos!...
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[Saudades de jardins suspensos da babilónica infância... da sentida ascese ao mundo das crianças, enquanto o avô, a madrinha e os pais, descansavam em cadeiras de lona, reclinadas, em trocas de palavras mansas.]
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

As cores dos meus percursos...

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Para lá deste muro, corre a paisagem... ao meu lado.
Este ano, não há campos de milho.
Há campos de ervas verdes... pintalgados de brancas flores silvestres.
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[E tantas outras cores nas minhas viagens!... ]
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domingo, 10 de maio de 2009

Lua...

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Mais ou menos, assim, foi como a vi.
Perdi-a, dois quilómetros mais à frente, depois de uma ultrapassagem.
Apareceu-me, de novo, meia escondida por uma nuvem...
Misteriosa e discreta, como só a Lua sabe ser!...
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[... tão cheia, que nem coube em mim!... peguei no telemóvel: dividi-a.]
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sábado, 25 de abril de 2009

Ref.: Vermelho 25 [Abril.74]

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Vermelho 25 [Abril de 74]
Tive a sorte de viver a adolescência no desabrochar de uma Revolução de Cravos!
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[Carnation... cor da carne, em chama de liberdade!]
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