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domingo, 25 de setembro de 2011

Tempo de Falta de Tempo...

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Chegou o tempo de pensar na falta que me faz o tempo...
Tempo de calçar meias nos pés
Tempo de chegar cansada a casa
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Tempo de Escola
Tempo de não perder tempo
Tempo de não ter tempo
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E sinto saudades das pequenas irrelevâncias que se apanham no chão e de brincar com elas nas minhas mãos, sem pressa.
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Sinto saudades do Agosto interrompido e, mesmo assim, Agosto e Verão!...
Também recordo o livro que ficou a meio e ficará... [assim, que eu sei.]
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Continuo zangada com ele: avaro, como sempre!
Há zangas que duram uma vida inteira...
[enquanto o tempo passa e eu fico mais velha.]
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Foto tirada por JC, no Jardim Botânico, princípio de Setembro de 2011
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Se o dia tivesse 28 horas...

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Não percebo como as horas se escoam nos meus dias, nas minhas noites, nas minhas mãos e na minha mente, com um tal desperdício!
Volatilizam-se, de uma forma, completamente, indecente.
.Se recuar nas horas, até épocas passadas, julgo que nunca me achei lenta. Bem pelo contrário, sempre me vi superficial e apressada, ansiosa por acabar tarefas e começar outras. [Não ostentava esta minha faceta, como se poupar tempo fosse algo heróico. Afinal, a nossa cultura acredita que tempo é dinheiro, mas defende que a pressa é inimiga da perfeição. Assim, eram segredos meus…]..Agora, não me livro dos meus muitos trabalhos. Acabo um e outro se perfila altivo e arrogante à minha frente: no écran do PC; na mesa onde trabalho; a sair da pasta que anda comigo [plasmados na minha memória, nessa agenda inesgotável do que tenho que fazer … e na outra, à qual recorro porque a primeira se deteriora!] ..

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Se o dia tivesse 28 horas!...
Não seria gananciosa, ao ponto de pedir mais.
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 Foto de escadas, metáfora das minhas horas

domingo, 6 de janeiro de 2008

O chão que piso?


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Este parece ser o chão que piso.
Mas será que sei, como ando a percorrer as superfícies que piso e repiso?
.Acho que não. Diria, mesmo, que não!
Os dias continuam a passar por mim sem eu sentir que participei, realmente.
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Tenho-me queixado de falta de autonomia... que dependo de tudo e de todos para realizar seja o que for. Parecem-me queixinhas pardacentas para me desculpar desta má notícia que me estou a dar [e que se anuncia há uns tempos largos, com muitos disfarces e inúmeros sintomas, que eu, numa descuidada superficialidade, não quero ver].
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Certo é, que me parece ter perdido a capacidade de improviso. [Por vezes, dá tanto jeito e é a melhor resposta para o imprevisto, para a rotina, para a decepção, para o tédio e para a falta de vontade de lidar com os outros (e, porque não, admitir que me cansam, de uma vez por todas?)].
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É que eu não creio que exista improviso sem plano, da mesma forma que não creio que se invente a partir do nada. A invenção pressupõe um acumular de experiência que, de repente, pode transformar-se num novo sentido [assim, como uma espécie de insight].
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Perdi qualquer coisa fundamental, sem dúvida [terão morrido, precisamente, aqueles neurónios que me davam essa frescura mental para planificar e essa disponibilidade para inventar?...].
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Ou é mesmo uma imensa falta de vontade para continuar a fazer o que faço?.
Piso o chão. Repiso este chão.
E o tempo passa. É mesmo um perdulário… o tempo que passa.
[Como costumo dizer e desta vez não o digo a brincar, o tempo é um novo rico! E eu não gosto nada disso.]
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