Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de setembro de 2011

Tempo de Falta de Tempo...

.
.
.
.
Chegou o tempo de pensar na falta que me faz o tempo...
Tempo de calçar meias nos pés
Tempo de chegar cansada a casa
.
Tempo de Escola
Tempo de não perder tempo
Tempo de não ter tempo
.
E sinto saudades das pequenas irrelevâncias que se apanham no chão e de brincar com elas nas minhas mãos, sem pressa.
.
Sinto saudades do Agosto interrompido e, mesmo assim, Agosto e Verão!...
Também recordo o livro que ficou a meio e ficará... [assim, que eu sei.]
.
Continuo zangada com ele: avaro, como sempre!
Há zangas que duram uma vida inteira...
[enquanto o tempo passa e eu fico mais velha.]
.
.
Foto tirada por JC, no Jardim Botânico, princípio de Setembro de 2011
.
.

domingo, 9 de maio de 2010

In_Substantivo


.
.
Qual o nome da urgência
em saber do Outro?
.
.
Se nem tudo o que existe
responde pelo nome...
.
.
Existe o inominável
penso eu:
o in_substantivo.
.
.
[como a vertigem do infinito, ou a voragem do desejo...]
.
.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Quarta-feira enevoada e chuvosa...


.
.
Parecem símbolos da cabala...
Mas, acho que não são.
São desenhos de empredrado no passeio, do lado esquerdo de quem segue, pela Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, em direcção à igreja das Antas [edifício feioso, onde nunca entrei...].
.
.
Os prédios, antigas habitações de famílias abastadas, de classe média alta, estão alugados ou comprados por empresas de serviços. [Algumas delas, ligadas à igreja, com carácter assistencialista, para gente rica, claro.]
.
.
As famílias desmembraram-se, a classe média alta é um conceito e/ou realidade do passado...
.
.
Mas a avenida coninua bem lançada, embora cada vez menos povoada...
[Dantes, viam-se crianças e jovens a andar de bicicleta e os portões, agora fechados e com alarmes à vista, estavam abertos para a rua.]
.
.

.
.
A mão de algum feiticeiro deverá cuidar destes relvados e destas árvores... [Já que, tantos lugares no Porto parecem ter sido esquecidos e tantas ruas negligenciadas.]
Ou será a mão da igreja, por delegação superior do altíssimo? É!... mas se Deus houvera, parece não conseguir estar em todo o lado...
.
.
Deus terá perdido o dom da ubiquidade, da omnipotência e da omnipresença, numa época em que tanto se fala de globalização? Irónico, não é?
A beleza desta avenida deve-se a homens e mulheres.
Apenas uma referência à deidade, mais abaixo, que as fotos não captam: mais uma das muitas casas de Deus.
.
.
.
.
[Para quem é transcendente, Deus ocupa muitos espaços vitais. O Deus católico, diga-se.]
.
.
.
Fotos da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

La vie en rose...




.
.
Mesmo num dia enevoado, também há trilhos cor de rosa perto de minha casa...
.
.
Rosa e cinza - cinza e rosa.
São cores que ligam bem.
.
.
Entrei na zona das Antas!
É só virar as costas ao Marquês e parece começar uma outra cidade onde la vie nous semble plus rose.
E já foi mais... quando a Praça Velasquez estava associada aos novos ricos da minha adolescência [há uns largos anos, rebaptizada com o nome Francisco Sá Carneiro, vá lá saber-se porquê!... a viúva até morava perto da casa dos meus pais...].
.
.
Alguns colegas da minha turma viravam em sentido inverso ao meu e regressavam às suas novas casas, nas Antas.
Eu seguia para Paranhos... passava pelas ilhas e antigas quintas, definhando numa cidade a crescer para dentro e para fora, desordenada e desnorteada.
A minha rua ficava perto do Colégio Luso-Francês. [Afinal, apesar da resistência da minha mãe em conservar-nos na escola oficial, também ele é um edifício pintado de cor de rosa...]
.
.
Tenho saudades da escola pública, nas traseiras da casa dos meus pais, em pleno bairro camarário [que a minha rua larga escondia, atrás dos prédios e das árvores, meticulosamente plantadas, de cada lado dos passeios].
Tenho saudades da minha mãe, quando foi minha professora...
.
.
E tenho saudades da escola pública, perto das Antas, a meio caminho da pobreza e do novo riquismo, onde passei os tempos antes e depois de 1974..., depois de deixar o cinzento da secção do 2º ciclo, para meninas, do Carolina Michaëllis e o liceu [o propiamente dito].
Acho que fui um pouco mais feliz, numa escola de rapazes e raparigas...
Acho que fui, até, feliz.
.
.
Como tenho boa memória visual [para rostos e fisionomias, particularmente], por vezes, ainda reconheço alguns ex-colegas com as respectivas proles. Olham para mim... e já não sabem porque lhes sou familiar.
.
.
Por isso, normalmente, fica assim.
.
.
.
fotos de uma caminhada de domingo passado, mais uns metros ao dobrar da minha esquina e noutro sentido

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Quarta-feira de píncaros e pináculos...



.
Há que render-me a esta espécie de evidência: o Porto é mais bonito quando se olha bem acima do chão que pisamos...
.
.
Então, descobrem-se píncaros e pináculos de todo o tipo.
Até parece uma cidade limpa!
Dá vontade de a sentir nossa...
.
O que não dá é para ter um olhar rasteiro... [Aí, descobre-se o Porto do avesso... a pobreza das ruas, das "ilhas" e das pessoas. E não há cidades sem pessoas!... Assim, não consigo senti-la minha, apesar dos seus píncaros e pináculos.]
.
É..., de facto, a praça do Marquês de Pombal ficou bem na fotografia. Mas é só para a fotografia...
.
.
.

ao virar da minha esquina, Fotos da Praça Marquês de Pombal