sábado, 7 de junho de 2008

Vagas e um farol, para um sábado de reclusão...



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Venham ondas, venham, para limpar esta sensação de cansaço!...
Que um farol indique o caminho a não seguir... se é que não me enredei por recifes que devia ter evitado!...
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[Olhei para a minha agenda, só para a próxima semana... e assustei-me.]
Está sol no meu relvado. Parece, até, que vai estar calor. Mas, não o irei sentir.
Contento-me em pensar na urgência de um farol e de uma vaga adstringente e asséptica, para o meu fim-de-semana.
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.Conseguisse, eu, cumprir a agenda e sentir-me-ia mais tranquila. Isso, me bastaria, para já.
Dias complicados se avizinham. Porque é difícil coordenar pessoas e gerir interesses outros. Ao contrário do que, toda a minha vida me disseram [tentando convencer-me...], cada vez acho que tenho menos jeito para isso. Cada vez me canso mais e me sinto com menos força para ser timoneiro de embarcações, que não reconheço como minhas...
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[Mas, parece que há que navegar, mesmo assim. Mesmo assim...]
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1 de Hugo Amador 2 de Rita Teixeira, Fotos de www.olhares.com

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Verde-árvore para quarta-feira...




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.Antes de recomeçar a trabalhar, como tem sido costume nas minhas quartas-feiras dos últimos meses e para ganhar a coragem que escasseia, mais uma vez aqui está, a árvore de Natal e da Páscoa e do futuro Solstício [indiferente às heras, que a invadem, indiferente a tudo, a todos e a mim, que pareço ser a única a admirá-la no seu renovado esplendor, que se revela com esta força que invejo].
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Inspiradora do que não tenho, com uma serenidade que atravessa o tempo, de forma perdulária, esta árvore interpela-me, sempre que por ela passo. E não passo.
Para a ver, tenho que desviar-me das minhas trajectórias habituais. Sou eu quem a procura, realmente.
E nunca me sinto defraudada quando a contemplo… [O mesmo não poderei dizer dos outros passos, em volta dos meus muito trabalhos e muitas canseiras.]
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Talvez, quem sabe, um destes dias, em vez de roubar uma foto, rapidamente, para a admirar em casa, possa sentar-me, com tempo, num dos bancos do jardim interior e permitir-me olhar para ela, apenas.
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[Entretanto, contento-me com estes simulacros e contemplo-os através de um ponto de vista, com a lembrança do olfacto, dos cambiantes de luz, dos ruídos abafados em volta… e fico por aqui, a trabalhar, mais uma quarta-feira, que promete ser longa!]
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Foto de uma árvore especial, nos primeiros dias de Junho