sábado, 5 de abril de 2008

Do mar e de marinheiros que não fomos...


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Se eu fosse homem
era marinheiro.
Daqueles que vivem
no bar do cais
e descansam no mar.
Daqueles que vivem
das marés e do vento.
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Mas vivo na cidade
e sou mulher.
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Poema de 11.Fevereiro.1981
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[Porque, ao ler "Retrato de um marinheiro que nunca o foi...", do Outono de 1999, se tornou presente o que escrevi uns anos antes, sob o mesmo tecto! E, ainda, porque me lembrei do poema no Relógio de Pêndulo, de sexta-feira, 04 de Abril...]
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Foto de mar sem marinheiros, perto de Tavira