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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aquário...

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Quarta-feira de peixe morto, num aquário limpo e asséptico.
Dias de enxaqueca, mais uma vez, para que não esqueça. Para que nunca esqueça [como se tal devaneio fosse possível...]!
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E as horas passaram, pasmadas e perdidas, não como todas passam.
Hoje foi dia de saltar do aquário para a cama e da cama para os redondos comprimidos que tornam as águas límpidas [mas o peixe turvo, por dentro e por fora].
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

De certas paragens...


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Muito a medo, sem mexer demais a cabeça… a dor é, ainda, recordação recente.
Medo futuro… inseparável inevitabilidade…
Anuncia-se. Instala-se. Vai.
E voltará.
É sempre uma questão de tempo. Desde os tempos que me conheço…
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Entre a revolta, sempre… e o silêncio triste… mora tempo perdido, quase morto.
Aceita-se o que não parece ter remédio [porque ao ser, assim, remediado está… paragem que não se deseja… dormência que faz parar… quando se pode…].
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[Hoje recomeça-se, devagar… ânimo preso… asa caída… dorida.]



com filtro de nightshot, foto nocturna
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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Desafio(s) para mais uma Quarta-Feira




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.Não será por falta de assunto [logo numa quarta-feira!...], que irei responder a mais uma daquelas cadeias de desafios, desta vez, colocada pela Maria do Sol em Branco no Branco.
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Há que desvendar SEIS das coisas que mais se detestam, ou não se suportam, ou… por aí!
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Então e por aí… e porque não, a primeira coisa, que me ocorre, é que não gosto de pensar que estou a perder tempo [quase dói, ao saber a falta que me faz, nem que seja para dormir!].
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O resto, vem por acréscimo, como seria de esperar e a primeira nem conta:
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.Não gosto de conversas enfadonhas [por exemplo, reduzir o interesse de qualquer passeio às paragens gastronómicas, entre muito outros, afins… já que “nem vou, daqui ali, para comer!”, como diria a minha avó materna...].
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.Não gosto dos inevitáveis monólogos daqueles que já não sabem falar sem citar autoridades na matéria [ao ponto de nem mencionarem os autores, ao ponto de se apropriarem, mesmo!].
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.Não gosto de ouvir os bons conselhos, de quem não tem nada que me assente, mas é convicto, o suficiente, para não ver as minhas tentativas infrutíferas de fuga e desespero [assim, quando consigo afastar-me, a única que parece ter dado alguma coisa fui eu – horas e minutos preciosos da minha falta de atenção, entediada…].
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Não gosto da imprevisibilidade das minhas enxaquecas [para não falar da sensação enjoativa de ter que suportar o peso inútil desses dias e dos que se lhe seguem, conformada, mas não convencida…].
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Não gosto das obrigações cíclicas e festivas do calendário [se pudesse, fugia do país, nem que fosse para me aborrecer de tédio num sítio distante, nem que fosse para dormir…].
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Não gosto de ter montanhas de compromissos, que não posso adiar, quando a disposição é o cansaço, a vontade de sair de casa, só para me ouvir bater com a porta [sobretudo, porque não o faço… nunca o faço… apesar de os achar, cada vez menos, os meus compromissos e me dizerem tão pouco!].
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.Dito de outra maneira, talvez não seja pessoa de grandes ódios, nem de grandes amores, outros diriam... se dissessem... se os quisesse ouvir, também.
Não sou pessoa para gastar o tempo a odiar, desmesuradamente e sem tréguas...
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[O resto…, de momento, é quase nulo. Não posso dizer que não suporto, a priori, ninguém, ou nada. Por isso, gosto cada vez mais de pequenas surpresas e não me aventuro a pensar nas grandes, sobretudo, quando as pequenas surgem… inesperadas.]
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Foto que me veio parar em casa, infelizmente de autoria desconhecida

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pés no chão...


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Nada como um sono agitado, um acordar matutino... e uma enxaqueca [já anunciada, embora, sempre inesperada...], para sentir os pés no chão e a dor instalada.
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Se, hoje, tivesse conseguido sair... e fosse até à praia... ela estaria assim.
Os meus pés marcariam a areia molhada, tal e qual.
Voos? Adiados, mesmo.
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Se doeu muito? Não. Já não dói muito. O que dói, é nunca saber quando chega, irreversível. Desde a minha infância até agora, a farmacologia desenvolveu analgésicos potentes e bem direccionados ao cerne da questão.
Pena é, que a cura seja impossível.
Pena é, que a ressaca seja inevitável [quando não sei se é do fármaco ou da mazela!...].
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Pior fora, se tivesse sido como da última vez... em plena aula e a deixar de ver... sem poder fechar as pálpebras, fibrilantes e quase cegas, de tanto disparo foto-eléctrico.
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[Entretanto, há que continuar, porque o relógio não pára. Nunca pára...]
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de Pedro S.N. Costa, Foto retirada do site www.olhares.com

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Quarta-feira pensativa e apreensiva...

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Começo a recear estar doente, mesmo.
Desta vez as enxaquecas fizeram a sua estreia durante o horário lectivo [um capacete plúmbeo sobre a minha cabeça, bem pior do que a cor deste céu!...].
A verdade é que não dá muito jeito dar aulas sem ver nada, a não ser disparos foto-eléctricos, durante mais de vinte minutos...
Não fora já ter distribuído o trabalho e a turma ser calminha e solidária [com a professora também e é preciso dizer-se] e teria sido bem mais debilitante.
Lá tomei o analgésico potente, recuperei a visão, mas também a pressão intracranina...
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Na segunda aula, tinha as luzes do projector para me incomodarem ainda mais!... Tive outra turma solidária e deu direito a assistente que, praticamente, conduziu a aula do princípio ao final... [Uma aluna que muitos consideram problemática e eu não! Coisas...]
Cada vez que falava a tensão arterial descia... o que valeu foi o debate sobre a consciência ética kantiana.
Uma aluna especial e o Kant salvaram-me!...
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A partir da próxima terça-feira, as enxaquecas terão outra Escola para se manifestarem, lá mais para o final do dia. Vou começar a minha formação na didáctica específica da minha disciplina. Vou ser aluna, também...
Não sei para que me desfaço em trabalhos...
Esta quarta-feira foi de apreensão em relação a uma carreira que me está a pôr doente, sem tempo para fazer averiguações sobre a matéria e sem conseguir pensar com clareza.
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Começo a colocar a hipótese de parar e fazer outras coisas. Não sei se mereço dar cabo da minha saúde e também já não sei se a Escola me merece, com o devido respeito [porque não estarei a conseguir fazer melhor do que o que faço; até podia fazer, se... se... se tanta coisa, que já nem depende de mim!].
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Mesmo assim, como não sou de deixar as coisas a meio [herdei esta característica do lado materno], acordei aos sssss e passei mais uma quarta-feira a trabalhar e sem internet...
No entretanto, levantei-me para pôr e tirar cortinas da máquina de lavar [limpezas de páscoa adiadas, de somenos importância, vendo bem], mais tarde, reguei o jardim e descobri que estava um calor incomum, lá fora..., depois, aproveitei para pensar que não tenho que ser fiel à minha biografia, a seguir adiei decisões mais definitivas para mais tarde... e voltei a sentar-me.
Quase acabei os meus trabalhos de hoje [ficam sempre uns pendentes para me deitar tarde e cedo erguer, que não dá saúde e pouco importa se não faz crescer, porque cresci mais do que o suficiente, em devido tempo...].
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Não tive dores de cabeça. Mas tudo o resto me doeu.
[Continuo às voltas com a circularidade do tempo horário... Que coisa redundante e improdutiva!]
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Fotos de Outra Escola, que também será a minha