quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pés no chão...


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Nada como um sono agitado, um acordar matutino... e uma enxaqueca [já anunciada, embora, sempre inesperada...], para sentir os pés no chão e a dor instalada.
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Se, hoje, tivesse conseguido sair... e fosse até à praia... ela estaria assim.
Os meus pés marcariam a areia molhada, tal e qual.
Voos? Adiados, mesmo.
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Se doeu muito? Não. Já não dói muito. O que dói, é nunca saber quando chega, irreversível. Desde a minha infância até agora, a farmacologia desenvolveu analgésicos potentes e bem direccionados ao cerne da questão.
Pena é, que a cura seja impossível.
Pena é, que a ressaca seja inevitável [quando não sei se é do fármaco ou da mazela!...].
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Pior fora, se tivesse sido como da última vez... em plena aula e a deixar de ver... sem poder fechar as pálpebras, fibrilantes e quase cegas, de tanto disparo foto-eléctrico.
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[Entretanto, há que continuar, porque o relógio não pára. Nunca pára...]
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de Pedro S.N. Costa, Foto retirada do site www.olhares.com