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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Tempo de Falta de Tempo...

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Chegou o tempo de pensar na falta que me faz o tempo...
Tempo de calçar meias nos pés
Tempo de chegar cansada a casa
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Tempo de Escola
Tempo de não perder tempo
Tempo de não ter tempo
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E sinto saudades das pequenas irrelevâncias que se apanham no chão e de brincar com elas nas minhas mãos, sem pressa.
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Sinto saudades do Agosto interrompido e, mesmo assim, Agosto e Verão!...
Também recordo o livro que ficou a meio e ficará... [assim, que eu sei.]
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Continuo zangada com ele: avaro, como sempre!
Há zangas que duram uma vida inteira...
[enquanto o tempo passa e eu fico mais velha.]
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Foto tirada por JC, no Jardim Botânico, princípio de Setembro de 2011
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Últimos dias de Inverno

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São os últimos dias de Inverno que mais invernosos me parecem. Sinto-o ao cruzar-me com a nudez desconcertante de algumas árvores, que ainda teimam em resistir aos rigores da estação.
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As minhas mãos geladas, dentro das luvas, anseiam pelas manhãs cálidas da primavera, pela brisa morna, no rosto, ao abrir a porta para atravessar a rua...
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[Só mesmo a primavera, para reinventar a folhagem e a floração!... Não se vende, nem se compra.]
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sábado, 4 de julho de 2009

Verde nocturno...

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Por detrás do biombo de bambus, corria a festa, ou o que a dizia…
Esgotei a paciência, a minha, sem vontade de estar ou de ficar.
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Assim, escondo os olhos, num gesto de tédio... sincero!
[disfarçado de atenção mais genuina...]
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Fotografo o meu colo, o chão, uma sombra… um biombo de bambus…[e agradeço-me, a sempre lembrança, de levar a máquina, na mochila].
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Tenho, de muitas festas e de encontros, fotos de pequenos nadas... silenciosos, assim!
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[Regresso, das festivas horas, sem palavras!...]
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sábado, 6 de junho de 2009

Uma tarde azul...

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Os alunos jogaram voleibol de praia, soltos e contentes.
Nós as duas, professoras, continuámos a trabalhar.
Preparou-se a auto-avaliação e recebi a papelada da renovação das matrículas...
Foi um princípio de tarde azul, junto ao mar, no terminar de um ano de aulas, enquanto o Verão se anuncia...
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[A ideia? Foi dos alunos! Fomos lá ter, depois de autorizada a nossa saída.]
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

As cores dos meus percursos...

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Para lá deste muro, corre a paisagem... ao meu lado.
Este ano, não há campos de milho.
Há campos de ervas verdes... pintalgados de brancas flores silvestres.
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[E tantas outras cores nas minhas viagens!... ]
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domingo, 10 de maio de 2009

Lua...

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Mais ou menos, assim, foi como a vi.
Perdi-a, dois quilómetros mais à frente, depois de uma ultrapassagem.
Apareceu-me, de novo, meia escondida por uma nuvem...
Misteriosa e discreta, como só a Lua sabe ser!...
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[... tão cheia, que nem coube em mim!... peguei no telemóvel: dividi-a.]
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Não foi um dia como outro qualquer!

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Aqui estão as cores de mais uma Páscoa passada, um pouco mais a Norte... um pouco mais sombrias [Branco, verde e amarelo].
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A estrada, hoje percorrida [em mais um regresso...], não estava muito diferente desta curva e contra-curva, um pouco menos a Norte...
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Apesar de ter sido outro regresso a aulas e alunos, mais me pareceu um adeus antecipado.
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Não faltou a chuva [de um céu que chora por empatia?].
Teria sido um dia qualquer, não fora este sentir de um regresso, com odor a despedida.
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[Talvez, daqui a um ano, tenha saudades das margens de um caminho que já foi tão novo!...]
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Branca, verde e amarela!

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.Se a Páscoa não fosse o que é, seria branca, verde e amarela!...
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[Vejo-a, assim, neste meu agnosticismo...]
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Mão-de-flor

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tão perto
a flor
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e a mão-de-mim
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Flor-de-mão
Mão-de-flor
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[Não as colhi...]
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quinta-feira, 12 de março de 2009

E desperto...

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Hoje, no meu jardim, cantam os pássaros, pousam os melros…
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.Fecho os olhos. Podia ser campo, sopé de montanha, serra da Estrela, ou da Gardunha.
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.Sonho. O meu jardim é um quadrado verde de memórias antigas.
E desperto.
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[Jaz uma pena de gaivota, recortada, sobre este verde urbano, desmaiado...]
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.Foto de Francisco Valério, in olhares.com

quinta-feira, 5 de março de 2009

Anseio-me...

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Já nada dói, tanto, assim.
São demasiados os incómodos, rotineiros, persistentes…
O tempo transforma-os em algo, toleravelmente, banal.
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Talvez nos transforme, também, em pessoas banais e sem grandes predicados.
As acções são o “bluff” dos tempos que correm.
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Tento não sentir dor pelo que não vale a pena, pelo que substitui, sem mérito e sem interesse, o que poderia ter sido e não o é.
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E aguardo, com Um Ar De quem sabe o que espera, enganador…, de quem finge a paciência, também.
Aguardo por outros tempos.
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[Anseio o Verão, sem passar pela Primavera, pouco importa! Anseio-me…]
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.Foto 1 de Rui Ferreira e Foto 2 de Pedro Pais, in olhares.com




domingo, 22 de fevereiro de 2009

Da cor selvagem...

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Como sei
sem a ver
essa cor selvagem!
Rosmaninhal
Rosmaninhar
Rosmaninho
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Houve dias
tantas horas
de cor selvagem!
Agora, da brisa
tenho a memória
de como sei
sem a ver
essa cor selvagem...
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[Rosmaninhar... sem saber a quem contar!... ]

.in olhares.com, rosmaninho de morgan de toi
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Nem sempre morrem de pé...

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Esta árvore não morreu de pé.
Arrancaram-na do chão, quando eu nem vi.
Um dia, olhei para o jardim interior e tudo era outra coisa: lodaçal de chuva de Inverno, cimento, areia e entulho.
Ninguém se lembrará mais daquele jardim e desta árvore, que tinha o dom de tudo celebrar.
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[Ando assim, como tudo o que era e se transformou noutra coisa, informe e irrelevante. Recordo os tons de verde. Até à Primavera. Até ao Verão. Quando chegarem, de outra maneira...]
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sábado, 24 de janeiro de 2009

ver-me-lho(r)

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Fechar os olhos, para [me] ver melhor.
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Cansar[-me], para descansar.
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segunda
terça
quarta
quinta
sexta
sábado
domingo
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e de novo?
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[(...) de novo, fecho os olhos para ver-me-lho(r)]
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sábado, 6 de dezembro de 2008

Ao longe...


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ao longe… um cargueiro
stop
envolto em neblina
stop
por entre galhos secos
stop
de arbustos despidos
stop
em modo ou moda
stop
de Outono - Inverno
stop
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[E faltaria o verbo, para que fosse frase… Stop!
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Assim me sou [...]

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É um sol de Inverno, ainda que tímido [...
Discreto [...
Difuso [...
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[Cautelosamente, como quem acorda, assim me sou. ]
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.Foto de Jonnhy Blue in Olhares.com, sol de inverno