Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Os gestos, os espaços e a mãos...

.
.

.
.
às vezes [muitas vezes...], sinto falta destas "coisas", que já fiz
que fizemos
porque não as fiz sozinha
e isso é muito bom!
.
.

domingo, 15 de junho de 2008

Um sábado bem diferente...



.
.
Esta é a Rua de Miguel Bombarda, em dia de inaugurações das obras dos artistas, porta sim, porta não, na zona demarcada das Galerias de Arte, no Porto.
.
.
A animação esteve óptima e a banda toca cada vez melhor...
.
.
Passei quase toda a tarde em volta da obra de um artista [porque sim!...].
Mas, ainda deu tempo para passearmos um pouco, pela rua e por outras obras, de outros artistas... Ainda tivemos algum tempo para [re]encontros inesperados e outros esperados, não sem alguma ansiedade, pela minha parte.
.
.
No post de ALuaFlutua está a obra do autor. No meu, fica um breve registo do fim da tarde... enquanto passeávamos e matávamos saudades.
.
.
A Tinta_Azul comentou como é bom viver em cidades, assim, animadas!...
Pôs-me a pensar nos meus fins-de-semana, fechada em casa [nos últimos, bem sozinha... por causa desta exposição, vendo bem!].
.
.
De facto, gozamos, tão pouco, o facto de vivermos nesta cidade [por trabalharmos tanto e tantas horas, dentro de portas!... E eu? que ainda vivo o dia soalheiro noutra cidade, onde a animação começa, quando me venho embora?]!...
.
.
Dá que pensar!...
.
.
Rua de Miguel Bombarda em dias de inauguração das obras dos artistas nas galerias

domingo, 27 de abril de 2008

À Flor dos meus dias...



.
.
Ontem, acordei cedo demais [como agora costuma acontecer, mesmo quando podia recuperar sonos atrasados…], sem qualquer vontade de escrever, o que me pareceu estranho.
Por isso, percebi o imenso cansaço do corpo, mais do que é habitual e a tristeza que se lhe associa, também.
Certo é, que passei o feriado a trabalhar debaixo de um sol abrasador, de fato de macaco vestido e pouco mais.
Os painéis, para serem intervencionados, podiam estar à sombra, mas não. Estavam debaixo do sol tórrido e quase inesperado do dia 25 de Abril.
Custou muito mais. Tudo tem que custar muito mais [pareceria kármico, se não tivesse sido igual para todos.]A cola secava com tal rapidez, que seria impossível fazer as colagens sozinha…, mesmo que quisesse, mesmo que pudesse.
Pouco tempo para pensar.
Muito tempo para piorar…
.
.
Missão cumprida e regressámos.
Outras missões por cumprir me aguardavam. Os feriados obrigam-me a fazer os testes, para os alunos, com muito mais antecedência e a preparar as aulas de revisões, para algumas turmas, antecipadamente. [Já dei comigo a pensar que preferia não ter feriados, para não perturbarem as minhas planificações…]Depois, não sei como é que faço, porque é que o faço, mas há anos que passo os feriados a trabalhar.
Se me deu prazer, o que fiz no 25 de Abril? Se senti que era 25 de Abril?
Foi tudo tão debaixo de sol e tão doloroso que não senti nada. Apenas, uma imensa vontade de acabar e regressar.
Num determinado momento, talvez tenha sentido saudades da juventude, contemporânea desses dias de Abril, em que tudo parecia ser, ainda, possível.
Desses dias em que dizer, quando for amanhã… tinha um significado próximo da forma como digo [cada vez menos] se fosse hoje, teria feito…, teria dito…, teria…
.
.
Sábado, acordei cedo e tratei de passar pela farmácia antiga, à espera de conselhos que não tive, porque a farmacêutica não estava.
Mesmo assim, porque a experiência me ensinou, à custa de ser experiência, tratei de trazer o que preciso para combater os venenos e os efeitos, de todas as purgas que o médico me receitou. Largo espectro!... Mata tudo, indiscriminadamente, estupidamente, sempre a avançar… na matança. No final, fica um rastro de dizimação fisiológica que dá pena.
Pois foi uma pena, não ter faltado dois dias, para curar uma virose, que passaria, sem ter apanhado todo aquele frio e aquela chuva, a começar de madrugada… e a chegar bem à noite.
Também foi uma pena, ter apanhado o sol aberto que lhe sucedeu, quando fui avisada, aqui em casa, da probabilidade de ser como foi.
.
.
A Marta, no seu blog, colocou um desafio, para mim e para outros, que eu deveria reenviar, tentando perceber porque fazemos blogs…
No que me diz respeito, Marta, é talvez pela mesma razão que me fez não escrever nada, desde quarta-feira... e, pela mesma razão, me fará escrever hoje.
É das poucas coisas que faço, ou não faço, porque me apetece. E há tanta coisa que não me apetece e outras que me apetecem cada vez menos e que faço, com um sentido de obrigatoriedade ética, quase kantiano!... [que, assim, vou escrevendo, quando me apetece].
Da mesma forma, entendo que será a razão porque os outros o fazem e não os desafiaria para responderem a tal desafio… [porque é o prazer de os ler, quando lhes apetece escrever, que me faz voltar e comentar, assim, quando me apetece].
Quanto ao teu blog, Marta, é a tua escrita juvenil que me faz gostar de te ler, atenta a questões do mundo e dos viventes, apesar da tua pouca idade cronológica e por isso mesmo.
.
.
Quando fiz quarenta anos, comuniquei a todos que tinha chegado o momento de privilegiar a vontade. Tinha chegado o tempo de dizer que – não – a obrigatoriedades desnecessárias e para cumprir calendário, ou as vontades egoístas dos outros.
Durante pouquíssimos meses, andei iludida, nesta tola convicção [aliás, muito mal acolhida e compreendida, pelos que me eram mais próximos, o que me surpreendeu e hoje, não me surpreenderia!... “A roubar… é à família!...” – comentava a minha avó, com o seu cinismo tão perspicaz…].
Rapidamente, percebi que, não se tratando de egoísmo meu, mas da expressão de um cansaço ao qual me queria poupar, a mim e aos outros [nunca fui boa companhia contrariada], as obrigatoriedades não diminuíram. Pelo contrário, foram crescendo, exponencialmente e, pouco a pouco, tornaram-se incontroláveis, para mim.
Restou-me começar a apontar os compromissos, em agenda própria para o efeito e obrigar-me a consultá-la, várias vezes ao dia.
É o que continuo a fazer… Por isso, sei – sempre – que o tempo não está a meu favor e o pouco que faço, porque me apetece, não estando anotado na dita agenda, é um extra que pago caro, mais cedo, ou mais tarde.
.
.
Alguém poderia opinar, muito sensatamente, que deveria criar um espacinho na agenda, para o que me apetece… Sorrio, sozinha, pois então!...
Ora, o que me apetece é deitar fora a agenda!
O que me apetece não vem à flor dos meus dias… lamentavelmente... [mas só para mim, que sendo única, sou apenas uma… e os números, nas suas diferentes acepções e utilizações, são de uma evidência escandalosa, ameaçadora, mesmo.]Depois, penso em todas as mulheres de vermelho, de que falava o Herético, no Relógio de Pêndulo, com o emprego a prazo, quando o têm e sem direito a vontades e apetites… e relativizo.
.
.
[Relativizar, parece ser o que melhor faço, sem precisar de espaço e tempo na dita agenda, cada vez com menos vontades e apetites… e com as mãos cheias de nadas, que encheriam as mãos de outros, certamente. Mas não enchem as minhas…]
.
.


.
.
25 de abril de 2008, Fotos para um cartaz bem suado a dois

sábado, 2 de fevereiro de 2008

O (meu) Mapa do Mundo

.
É este mapa do mundo que tenho à minha frente, sempre que trabalho aqui.

O Raul que me desculpe o brilho do flash [ele que é tão meticuloso nas questões da imagem, nos seus múltiplos sentidos] mas, o prazer desta contemplação quotidiana deverá perdoar esse brilhozinho, de que eu até gosto.

.

Tenho o mundo à minha frente..., assim! [Poderia dizer que tenho o mundo num mapa...]

.



.

Foto de tela pintada por Raul Ferreira Rocha, técnica mista com colagens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Pégaso... objectos, projectos e histórias!...


.
Há meses que este objecto não passa de um projecto, ao fundo do jardim, na oficina..
Vejo-o da janela, aqui deste lado, dentro de casa e dei-lhe este nome, nem sei bem porquê. [Ou talvez saiba: a sensação mais próxima de voar e ter asas foi-me dada a conhecer por uma égua branca, há mais de dez anos, na Beira Interior… e o gesso também é branco, branco…]
.
Nada como um título, para uma obra fazer sentido. O título sugere a história. E as pessoas precisam de histórias.
Eu também preciso de histórias. Não serei diferente das outras pessoas. Porque seria?
.Ainda sinto a falta de uma história, antes de adormecer..
Para não adormecer, nas viagens de carro, invento histórias. [(…) que vou esquecendo à medida que me aproximo do Porto e do movimento do início da noite. Tenho preguiça de ligar o gravador e falar para ele. Sobretudo, tenho medo de já não conseguir fazer mais de duas coisas ao mesmo tempo.]
.

Inventei muitas histórias para adormecer o meu filho, daquelas que tinham continuação de uma semana para a outra, de tal modo se tornavam misteriosas e se enchiam de novas personagens, cada vez mais cheias de História [que ele fazia questão de me (re)lembrar o nome e como tinham entrado em cena…]. O sono não vinha depressa, mas era um tempo que sabia bem aos dois e, disso, estou quase certa..
Não é saudade o que me faz lembrar estes adormeceres.
O filho cresce e cada dia é uma novidade maior que não me deixa espaço para o saudosismo.
Também não espero, que um dia, seja ele a contar-me histórias para eu dormir.
.Todas as noites, tento adormecer no meio de uma história. E não é raro acordar no meio de outra….Algumas acabaram escritas e andam por aí, guardadas não sei onde…Agora, não teria tempo para as escrever..Mas não é a mesma coisa quando adormeço a ouvir…
Porque ainda sinto a falta de uma história, antes de adormecer.
.
foto manipulada por um ar de, Projecto de escultura de João Carqueijeiro em gesso

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Requiem para um amigo que não chegou ao natal...




.
Foi colhido pelo comboio de Aveiro, na véspera de natal, num apeadeiro de Valadares.
Ao que parece, tinha ido tratar de uns assuntos [os do costume, receber o dinheiro das telas já vendidas, mas não pagas, assuntos de que os artistas, agora, também têm que tratar, para além de criar...].
Já atrasado, suponho, cada vez mais míope... Não sei.
Sei que será cremado o corpo (ou o que resta dele) do nosso amigo e pintor Miguel D'Alte, amanhã, no cemitério do Prado Repouso.
.
Finalmente, como o bom artista é o artista morto, pelo menos no nosso país, não terá mais problemas em ver os seus quadros vendidos...
.
Curiosamente, o Miguel era um pintor meticuloso e cerebral, com que eu gostava de comentar as obras e brincar com a frivolidade das artes em portugal.
Mas, na cerâmica (nos workshops organizados pelo meu marido e que eu presenciei), a sua relação com os materiais era quase oposta.
Ofereceu-nos esta pequena escultura que eu sempre associei à pessoa que ele era, para mim [alguém que precisava de elevar a cabeça com as próprias mãos para (sobre)viver neste mundo, assim, como quem arregaça as baínhas das calças para não as molhar nos charcos sujos...]. Está e estará a guardar a porta do quarto do meu filho, numa expressão simbólica, que sempre teve.
.
Já não temos Miguel. Mais uma vez, "tão cedo passa tudo quanto passa". [Ricardo Reis]
Ficará a obra... Porque a tem, espalhada por quem a aprecia e por quem nem sabe o que tem.
Vou lembrar-me dele, inevitavelmente. Vamos! Aqueles que gostavam do Miguel, ainda que por razões diferentes.
.
Eu despeço-me do Miguel, que podia sujar-se nas tintas e nos pincéis, mas que se indignava com os charcos sujos desta vida. [- Eu só sei pintar, não sei fazer mais nada. - Parece que não chegava... não chegava, mesmo. É triste viver num país que não acarinha os artistas, quando eles o são, isto é, bons!]
.
.
.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Porque nem tudo foi prosaico!...



.
A "obra" no corredor e outas "obras" interiores (a meu cargo) foram interrompidas para irmos à inauguração da Bienal de Cerveira.
Outas obras relevantes se impunham!
Nomeadamente, o artista convidado e autor desta instalação, que se expõe na foto (ainda na fase de montagem, em finais de Julho), convinha que estivesse presente.
Vale a pena ir, não só por causa do Deambulatório, esculturas em cerâmica pendentes e com movimento pendular, mas porque há jovens artistas interessantes, como deve ser (e outros não, como também é costume...). [Há muito mais coisas, mas eu não sou o arauto da Bienal de Cerveira, convenhamos.]
Embora não tenha conseguido ver tudo, como é típico nas inaugurações, com os encontros e desencontros e etc..., consegui entrar na câmara onde está a autêntica e genuína Ribeira Negra do Júlio Resende. Poucas palavras haveria a acrescentar, a não ser "vão ver". No entanto, as telas parecem ter sido muito mal guardadas, pelos seus (in) fiéis depositários. Sofreram os estragos da humidade, mais do que do tempo!...
Mas não lhe retiram a magnitude da ribeira negra. [Porque é que estas coisas acontecem neste país? É embaraçoso... pelo menos, eu sinto-me mal!]
.
.
.
Foto do "Deambulatório" instalação de esculturas cerâmicas de João Carqueijeiro