terça-feira, 10 de junho de 2008

Do esquecimento...



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Mais um feriado a trabalhar…
Desta vez, completamente sozinha e, como de costume, sentada.
Vou ganhar raízes nesta nova cadeira [que, sendo muito mais confortável, é sempre uma cadeira, que me obriga a estar parada, na mesma posição - trípede…].
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Bem que me apeteceu sair. Preparava-me para o fazer, quando veio a trovoada. Sendo assim, fiquei.
Recusei-me a ver as comemorações do 10 de Junho. Recusei-me a ver noticiários, ponto final.
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Nunca acabo de fazer tudo o que preciso [já é um hábito], por isso, ataco o que é mais urgente e inadiável.
Estarei a secar, por dentro e por fora? É que, começo a achar tão banal, este ficar por casa a trabalhar, sem sair, sem arejar, sem ver ninguém!... Começo a parecer-me com estas raízes, quase intemporais… [mas imóveis!].
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Precisava do viço de uma rosa vermelha com pérolas de orvalho…
Nem é que goste, particularmente, de rosas… não é [prefiro as margaridas de olho verde].
Mas, de repente, lembrei-me do perfume das rosas, de há muitos anos atrás.
Fez-me falta, tal como me faz falta sair, sentir no rosto a brisa do mar, sentir o vento a passar entre a folhagem das árvores verdes [verdes], com aquele ruído mágico do vento que passa [do tempo a passar, também, sem ter que olhar para o relógio…].
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[Aqui em casa, esquecemo-nos do perfume das rosas e do cheiro da maresia. Não sei de qual deles me esqueci mais!...]
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Foto 1 de um ar de, foto 2 de www.olhares.com de Alberto Viana d' Almeida