quarta-feira, 4 de junho de 2008

Verde-árvore para quarta-feira...




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.Antes de recomeçar a trabalhar, como tem sido costume nas minhas quartas-feiras dos últimos meses e para ganhar a coragem que escasseia, mais uma vez aqui está, a árvore de Natal e da Páscoa e do futuro Solstício [indiferente às heras, que a invadem, indiferente a tudo, a todos e a mim, que pareço ser a única a admirá-la no seu renovado esplendor, que se revela com esta força que invejo].
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Inspiradora do que não tenho, com uma serenidade que atravessa o tempo, de forma perdulária, esta árvore interpela-me, sempre que por ela passo. E não passo.
Para a ver, tenho que desviar-me das minhas trajectórias habituais. Sou eu quem a procura, realmente.
E nunca me sinto defraudada quando a contemplo… [O mesmo não poderei dizer dos outros passos, em volta dos meus muito trabalhos e muitas canseiras.]
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Talvez, quem sabe, um destes dias, em vez de roubar uma foto, rapidamente, para a admirar em casa, possa sentar-me, com tempo, num dos bancos do jardim interior e permitir-me olhar para ela, apenas.
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[Entretanto, contento-me com estes simulacros e contemplo-os através de um ponto de vista, com a lembrança do olfacto, dos cambiantes de luz, dos ruídos abafados em volta… e fico por aqui, a trabalhar, mais uma quarta-feira, que promete ser longa!]
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Foto de uma árvore especial, nos primeiros dias de Junho