domingo, 9 de março de 2008

"Le corps morcelé"





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[Averiguações de um Eu]
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"No recurso que preservamos do sujeito ao sujeito, a psicanálise pode acompanhar o paciente até ao limite extático do «Tu és aquilo», onde lhe é revelada a cifra do seu destino mortal, mas não está no nosso único poder de analista conduzi-lo ao momento em que começa a verdadeira viagem."
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in, O Sujeito, o Corpo e a Letra
Ensaios de Escrita Psicanalítica
1977, Jacques Lacan
O Estádiodo Espelho como Formador da Função do Eu
Ed. Arcádia
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De todos os cenários possíveis, imaginados pela minha mãe, para a suposta inteligência da sua filha mais velha [que iam das Belas-Artes às Matemáticas Puras!... boicotando-me, sem sucesso, o estudo solitário da História, para mudar das Ciências para as Humanidades, inusitadamente...], ser psicanalista foi um deles.
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Ao ler esta frase de Lacan, entre muitas outras [em leituras transversais, como tranversal é a Filosofia...], definitivamente, cortei-lhe a esperança.
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Esperança... foi o que eu não consegui ler nesta frase, embora pudesse estar lá.
[Continuo a achar que não está].
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Retalhos de uma árvore que não leu Lacan