segunda-feira, 3 de março de 2008

Vida de faz de conta...



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Esta loja, de louças e acessórios sanitários, sempre me fascinou!....
Os bonecos têm um ar terrível e assustador, cada vez mais.
Uma vida de faz de conta, numa montra a caminho das Antas...
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Desta vez, não resisti. Há sempre demasiados reflexos de luz no vidro, quando passo..., mas consegui apanhar o quadro. [Normalmente, quase que encosto a cara, para ver os detalhes.]
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Aos anos que ali estão!... [Devem limpar-lhes o pó, raramente. O acesso parece difícil...]
As persongens estão a ficar com um semblante carcomido pelo tempo, como se tivessem envelhecido, realmente..., no entretanto.
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Antes que mais uma loja feche neste quarteirão [cada vez há mais lojas a fechar, por aqui, como em todo o lado], fica imobilizada esta vida de faz de conta.
Fiz parar o tempo?
Não há mais pó que se acumule...
Estas personagens, que lembram já a morte, não envelhecem mais...
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Foto de uma montra ao dobrar de outra esquina, perto de casa