quarta-feira, 14 de maio de 2008

Lembranças de uma outra quarta-feira...




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Há 22 anos atrás, numa quarta-feira, também... tive um dia cansativo demais, para uma grávida, prestes a ter o seu único filho.

[Foi de tal modo extenuante, que o rapaz deu sinais de querer nascer durante toda a madrugada, que anunciava o dia seguinte...]
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Amanhã, fará 22 anos, pelo nosso calendário ocidental, porque nasceu na quinta-feira...
Como mãe e filho estavam bem, o meu único filho, que poderia ter nascido ao meio-dia, nasceu às cinco da tarde - em ponto - aguardando que quatro meninas, muito afoitas e quatro mães, bem mais desesperadas, desocupassem a sala de partos. [Um sinal de cavalheirismo que o terá marcado para sempre, provavelmente...]
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Como é habitual, falta-me o tempo - hoje - para comemorar, devidamente, depois da meia-noite, tão importante acontecimento. [Amanhã, nenhum de nós o terá... - o tempo!...]
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Não haverá amores perfeitos, certamente, a não ser nos canteiros, onde estes repousam...
Mas, se existissem, em muito se aproximariam do amor por um filho, ou por uma filha [que não tive].
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Tive este único filho. E tenho este sentimento único. Nada mais se lhe compara.
Por isso, nem que fosse só por isso [por ser incomparável e único], em muito se aproximaria do amor perfeito!... mesmo que tal coisa não exista[?]... a não ser no nome das flores coloridas, que o ostentam.
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[Talvez..., porque queria um sentimento único e incomparável, nunca ousei ter mais filhos e nunca quis ter outros filhos... e sempre soube que seria um filho e não uma filha, não sei porquê... mas soube.]
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dedicada ao meu único filho, Fotos de canteiros de amores perfeitos