quarta-feira, 9 de abril de 2008

A Wednesday for the drain...



.
.Não quero parecer derrotista, ou derrotada, mas a sensação que tenho, para o dia de hoje é bem esta:
A Wednesday for the drain!...
.
.
Não estou com a mínima vontade de fazer nada de útil.
Acordei mais cansada do que quando me deitei [aliás, dormia a sono solto no sofá, depois do primeiro episódio de “Uma acção de formação em didáctica da filosofia”, quando fui arrancada do sítio, para subir e dormir em local mais adequado para o efeito].
.
.
Tenho um impresso de oito páginas da Caixa Geral de Aposentações para começar a preencher. Há que averiguar qual a minha situação financeira, caso resolvesse reformar-me já!... Imagino o desenlace deste processo moroso de averiguações!... Deve ser risível, no mínimo. [Isto, se conseguir ter paciência para preencher o dito impresso multipaginal…]
.
.
Quanto a preparar aulas, acho que perdi, definitivamente, a motivação intrínseca! [Também tenho direito a ficar desmotivada. – Estimulem-me! – interpelei uma turma de 10º ano de Filosofia, ontem. – Se insistem em ficar parados à espera do que acontece, também eu começo a ficar assim e a não ter a menor vontade de tomar iniciativas. Ainda vos ponho a ler as páginas do livro e a fazer resumos! - Mas nada acontece daquele lado… Pelo contrário, de repente, no olhar deles, pareceu-me vislumbrar um ar de um certo agrado por tal estratégia medíocre e assustei-me!]
.
.
Do outro lado, na anunciada acção de formação, um rapaz novo conseguiu perder quase três horas com as apresentações. Como não valia a pena começar nada de relevante, saímos meia hora mais cedo.
[A única que tirou notas fui eu, talvez pela deformação profissional da pesquisa etnográfica, sei lá!... Da próxima vez, ninguém sabe o nome de ninguém e vão juntar-se em grupos, aleatoriamente, ou porque vêm das mesmas escolas…]
.
.
Tendo em conta a hora a que me levantei, para dar três blocos de 90 minutos de aulas, com intervalo para almoçar, até agradeci. Ainda fiz duas ou três perguntas pertinentes, antes de sairmos, mas pouco mais [relacionadas com os equipamentos disponíveis, nomeadamente PCs, para podermos trabalhar in situ].
Uma turma de 20 professores de filosofia, com pretensões a filósofos, não vai ser fácil de gerir. São simpáticos, de uma maneira geral, mas a puxarem todos dos seus galões de mestres e futuros doutores [cá para mim, só futuros…, tal como o formador. O tempo escasseia...].
Calei-me, bem caladinha. A área do meu mestrado foi em documentário e antropologia visual. A acção de formação teria tudo a ver: uma reflexão sobre temáticas filosóficas, com recurso à imagem e ao texto… Não vá o diabo tecê-las e ainda teria que andar a filmar, sem a força nos braços que já tive!... Nem pensar! Quanto a isso, silêncio absoluto.
.
.
Mais vale ser frontal, como dois dos participantes e dizer o essencial: estou aqui pelos dois créditos. Ponto final. Mais, paguei por isso!
No fundo, nada mudou, a não ser o preço a pagar pela formação. Quanto à qualidade, mais uma vez, dependerá do interesse dos formandos e pouco mais.
Já me estou a ver a perder tempo. Aquele tempo que já não tinha [mas arranja-se sempre mais alguma forma de o matar].
.
.
Sendo assim, planos para esta quarta-feira? Não tenho! Não quero ter! Se me apetecer, até durmo. [Só espero não ter mais uma enxaqueca. Aí, já teria o dia planificado!]
.
.

Talvez me dê ao trabalho de contar quantas aulas me faltam para chegar ao fim do ano lectivo [um dos poucos exercícios que os alunos fazem com prazer e motivação forte...], quantas quartas-feiras ainda terei pela frente, nesta modalidade… e tentarei preencher as oito páginas intimidatórias. Talvez!...
.
.
A caminho do primeiro episódio que já referi, passei pela casa materna. Ontem, não havia reunião com as amigas, por isso, gastei o tempo a conversar com a minha mãe [livre do seu compromisso das terças-feiras], que foi muito bem empregue e que tenciono repetir sempre que possa, enquanto a novela durar…
.
.
Entretanto, tenho a casa inundada de livros, que as editoras começam a mandar pelo correio. Quilos! Não sei onde vou arrumar tanta árvore derrubada... É assustador.
Começo a lutar com a falta de espaço.
[Esta casa foi planeada para ser minimalista e não me confundir visualmente. Se há coisa que me incomoda são objectos a mais! Eis que chegam e ocupam a largueza do espaço em volta… Até isso me roubam!...]
.
.

Foto de tampa de saneamento em espaço interior, obviamente