terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Se o dia tivesse 28 horas...

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Não percebo como as horas se escoam nos meus dias, nas minhas noites, nas minhas mãos e na minha mente, com um tal desperdício!
Volatilizam-se, de uma forma, completamente, indecente.
.Se recuar nas horas, até épocas passadas, julgo que nunca me achei lenta. Bem pelo contrário, sempre me vi superficial e apressada, ansiosa por acabar tarefas e começar outras. [Não ostentava esta minha faceta, como se poupar tempo fosse algo heróico. Afinal, a nossa cultura acredita que tempo é dinheiro, mas defende que a pressa é inimiga da perfeição. Assim, eram segredos meus…]..Agora, não me livro dos meus muitos trabalhos. Acabo um e outro se perfila altivo e arrogante à minha frente: no écran do PC; na mesa onde trabalho; a sair da pasta que anda comigo [plasmados na minha memória, nessa agenda inesgotável do que tenho que fazer … e na outra, à qual recorro porque a primeira se deteriora!] ..

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Se o dia tivesse 28 horas!...
Não seria gananciosa, ao ponto de pedir mais.
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 Foto de escadas, metáfora das minhas horas