quarta-feira, 30 de julho de 2008

Em "standby"...


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Estou em standby, como a natureza... aparentemente, ao sabor do vento e das brisas [ao sabor do tempo e a vê-lo passar...].
Procuro não fazer planos, nem grandes, nem pequenos. Não vale a pena.
Há uns dias atrás, andámos três ou quatro quarteirões e voltei para casa quase cega, para me deitar. [Ontem, tive mais sorte e a saída prolongou-se até ao final do dia.]
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Hoje, se o Osteopata estiver pelo consultório, quem sabe lá irei, sem grande convicção, mas farei o esforço da tentativa.
Não estou com grande paciência para ouvir prelecções acerca do meu estilo de vida… e porque tenho este ar infeliz… e que não posso carregar nos ombros o peso do mundo[que é assim que ele fala, antes de começar a esticar de um lado e a torcer do outro… que se eu prestasse mais atenção ao que ele diz, tiraria mais proveito do que me faz…].
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E eu, incorrigível céptica, aguardo que o senhor se cale, com educação e muito pouca paciência e que comece o trabalho [propriamente, dito…]. De facto, nunca fui ao Osteopata porque me sentia bem, pelo que, seria impossível aparecer com um ar menos infeliz! Mas, não vale a pena perder tempo a explicar estas evidências. Osteopata é como outro médico qualquer. Apanham-nos ali, à mercê, cada um à sua maneira e conjecturam por ali adiante… no mesmo padrão dogmático.
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O mais provável é o senhor nem estar e eu ter que resolver os meus problemas de mobilidade sozinha, esperando que passem, porque passei um ano inteiro a fazer assim e lá me fui acomodando ao passar dos dias e das dores…
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Se tivesse que me levantar cedo para trabalhar, seria certo que me levantaria. E, com queixumes maiores ou menores, estaria no local certo à hora certa, que não teria outro remédio. A coisa poderá parecer mais grave porque estou de férias, seria normal acordar repousada, feliz e contente, à espera de gozar os prazeres de não ter horários e fazer o que me apetece!...
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Este ano de trabalho, que passou, também me esgotou os apetites e já nem sei o significado do que me apetece.
Se me apetecia sol? Nem é tão importante, assim. Esta luminosidade parda, que vejo lá fora [e que poderá transformar-se em chuva, ou em sol aberto, quem sabe?], está muito bem como está… não me faz latejar os olhos… não me obriga a fechar-me aqui dentro… [persianas e cortinas semi-cerradas…].
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É sombrio… é. Mas não destoa! Um sol aberto, agora mesmo, traria a confusão e pouco mais. Assim, pode ser que consiga ler… pode ser que consiga escrever… pode ser que consiga sair um pouco e andar a pé para desentorpecer as pernas… pode ser que as dores de cabeça abrandem e me dêem algum sossego [aquilo que podia fazer, necessariamente, passa pelo apurar da visão e acabo sempre por ter que me sentar…].
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Quanto a saídas do Porto, mais ou menos, estão agendadas. Terei que adaptar os meus ritmos aos de outros e o assunto há-de resolver-se per se.
É como se fosse trabalho… com horários e tarefas e muita gente a circular – e eu no círculo, também. Talvez nem falte a adrenalina… que me é
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[Se era isso, que eu queria? Muito provavelmente… não. Mas, da maneira que me sinto, gastaria as férias a tentar descobrir… e a perder tempo…]
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.Amarante, Foto de Fins de Julho no Carregal