terça-feira, 15 de julho de 2008

À procura de um Arlequim...


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Cheguei a casa no pico do calor. Desfeita. Não consigo suar, como as outras pessoas… [Sinto, apenas, um calor desmesurado.].
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Estranhei o excesso de trânsito na cidade. Notava-se a impaciência dos condutores e dos peões, debaixo de sol, a ousarem movimentações perigosas, em busca da sombra, na ânsia de chegar.
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Depois de ter dormido muito pouco, com receio de não ouvir o despertador e chegar atrasada à primeira vigilância, desta 2ª fase de exames, tanto calor parecia a continuação de um sono que não dormi e de sonhos que sonhei.
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Afinal, fui a primeira a chegar, ainda não eram oito horas da manhã, nos únicos momentos de frescura do dia. Conseguimos manter a sala com uma temperatura suportável, de porta aberta, as luzes dos corredores apagadas… tudo muito sombrio e silencioso.
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A chegada foi para molhar o corpo com água quase fria, sem me secar muito… e levantar as pernas cansadas, das duas horas e meia em pé e do sol abrasador da viagem. Não dei conta de ter adormecido no sofá…
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Devo ter dormido um sono longo e leve, porque sonhei sonhos sobrepostos e difíceis de perceber. Acho que nem tentei!
É que, acordei com uma estranha vontade de procurar um desenho antigo, incapaz de escrever, sem conseguir articular frases e palavras. [Uma pena, devo ter pensado, já que tempo, não me faltaria…]
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Um Arlequim!... Lembrei-me de ter desenhado um Arlequim. Demorei, mas encontrei. Terei sonhado com Arlequins?
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[Continuo sem ter vontade de tentar perceber os sonhos que sonhei. Muito menos, consigo entender esta compulsão por um Arlequim quase esquecido, mero exercício, desenhado e pintado em papel transparente. Há coisas que talvez não valha a pena tentar perceber… sendo melhor… deixá-las… acontecer... quando há tempo!...]
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.Arlequim s/data, Desenho digitalizado de um ar de